terça-feira, 22 de novembro de 2011

Medo


Foto: Airton Lagoeiro Corrêa

O mal existe e tem um sorriso largo e branco. Num primeiro momento tenta convencer que pode resolver todas as equações do universo. É só num primeiro relance. Ator em sua performance, parece acreditar que ainda convence. É só uma sombra. Palhaço solitário em seu próprio circo. O mal existe e tem até DNA. Seu sangue é um veneno raro que dissemina o medo. Mas quando as luzes se acendem, a plateia percebe que era só um ventríloquo. Quando o dia amanhece, as crianças que brincavam no milharal descobrem que era só um espantalho. Por mais que tente, não conseguiria impedir o curso do rio. 

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