![]() |
| Foto: Airton Lagoeiro Corrêa |
Num passe de mágica, ela tira da cartola folhas de papel rotas e amarelecidas. Brilhante em seu desempenho, rainha em seu picadeiro. Do fundo de um baú vívido e fremente, roda o ponteiro do relógio. Não sou mais eu. Sou o medo transvestido de esperança, escondido em devaneios. Corajosa , ela me redescobre. As letras empoeiradas falam de futuros, de pedras e estradas. Falam de porteiras que se abrem, de asas que se desembotam. Dificil acreditar que já fui eu. Que já fomos nós... por um breve momento tenho a impressão de que ela ocultou um dia a fé que se acende hoje. Parece mesmo que leu o livro ao inverso, de ponta cabeça, desde a última página.

São folhas de papel que nunca deverão ser esquecidas,pois são palavras que marcaram muito minha vida.
ResponderExcluirAh se falássemos sobre estas folhas de papel rotas e amarelecidas. A poesia mora dentro de nós, né Cida?
ResponderExcluirGostei do que li por aqui!" sou o medo da esperança escondido em devaneios", enquanto isso pensamentos são maturados nas folhas amarelecidas!
ResponderExcluirMuito legal!
Estarei te seguindo! Se puder siga-me tb!
Seu blog é show de bola!